quarta-feira, 30 de junho de 2021

Corinthians e São Paulo um dos piores clássicos possíveis

 




Por: Vagner Melo


Já houveram jogos ruins entre Corinthians e São Paulo, mas o clássico de hoje foi um dos piores possíveis.

E é triste quando acompanhamos simultaneamente os jogos da Eurocopa, obviamente o nível é outro, mas mesmo entre as seleções que seriam mais fracas, vemos o mínimo de qualidade.

Não é de hoje que o futebol nacional vem caindo de qualidade, mas espera-se que os grandes rivais apresentam algo de bom. Entretanto Corinthians e São Paulo hoje prestaram um desserviço ao nosso futebol

Dois times engessados, sem qualidade ofensiva, mais preocupados em não perder do que em vencer.

O São Paulo depois da conquista do Paulista parece que perdeu o brio. A vontade de ganhar, a correria e a pressão que caracterizou o time no Paulistão, aparentemente foi esquecida.

E somado a isso, alguns erros técnicos, como a saída de Benitez, que atualmente é o melhor jogador tricolor. Daniel Alves nulo no meio campo.

Pelo lado corintiano já é um problema técnico. Hoje o time é extremamente limitado. Com poucos jogadores que podem fazer alguma diferença.

E a única jogada, pelo lado direito, foi anulada pela marcação do São Paulo.

Os lados defensivos se sobressaíram. O que empobreceu o jogo.

Poucas finalizações dos dois lados. Muitas faltas para parar as jogadas. E emoção zero.

Pouco para dois times grandes. Pouco para um clássico. Se é que hoje pode-se chamar de um clássico.

Nem há muito o que falar sobre o jogo, só que os dois clubes precisam rapidamente olharem para os seus problemas e começar a avaliar sua atual situação.

Sã Paulo ainda não venceu no brasileiro. 7 jogos, 5 empates e 2 derrotas. Corinthians oscilando, venceu alguns jogos, mas até o momento não passa confiança a sua torcida.

Que bom que esses dias ainda temos a Eurocopa, pois se depender de Corinthians e São Paulo o nosso futebol vai perder ainda mais audiência.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Palmeiras e São Paulo, acomodação pós título

escudos Palmeiras e São Paulo



 Por: Vagner Melo


Futebol é um esporte constante, que devido ao grande numero de torcedores e fãs não aceita comodidade.

Hoje temos dois clubes que aparentemente se acomodaram após suas conquistas. Palmeiras e São Paulo.

Pelo lado alviverde há um atenuante. As vitórias da Libertadores e Copa do Brasil na temporada passada são quase que o ápice das conquistas que os jogadores podem alcançar dentro do futebol nacional.

Quando um clube vence muitos títulos consecutivos fica mais complexo manter o interesse dos jogadores. Isso é natural do ser humano. Após conquistar um objetivo, ficar acomodado por um tempo.

Entretanto, com relação ao time do São Paulo isso não deveria acontecer. Mas é o que aparentemente vem ocorrendo.

O time do técnico Hernán Crespo após a conquista do campeonato paulista deixou de ser o time brigador e que corria o jogo inteiro.

No campeonato Brasileiro já são 5 jogos e nenhuma vitória, sendo apenas um gol marcado. Pouco para quem teve o melhor ataque do Paulistão.

Sim o nível agora é outro, os adversários são mais fortes, os desfalques começam a surgir devido ao grande número de jogos, mas isso não justifica a apatia do time.

Ontem, domingo 20/06, no clássico contra o Santos na Vila Belmiro, em nenhum momento o tricolor paulista demonstrou força para vencer o jogo.

E com certeza a paciência do torcedor se esgotou com o erro do jogador Liziero, ainda no primeiro tempo, que simplesmente deu um passe para o jogador do Santos, resultando no segundo gol do time santista.

E é nesse momento que se buscam os culpados ou se procuram as desculpas. No caso de ambos os times é um todo.

Mas para o São Paulo ainda não seria hora de acomodação. Foi apenas um título estadual. Que até pode tirar um pouco o peso do time, mas não justifica uma queda tão grande.

Jogadores importantes estão machucados, os que entram não rendem tanto, alguns simplesmente não tem condições de vestir a camisa de um time grande, enfim, muitas coisas a serem administradas pelo técnico Crespo.

Entretanto se continua como está a pressão vai aumentar, coisa que já vem acontecendo, mas ai aumentam os problemas, como no caso do Palmeiras com pedidos para a saída do técnico e outro problemas internos.

Está na hora de ambos os times, Palmeiras e São Paulo, resolverem sua acomodação pós título, pois a paciência do torcedor é curta.

 

 

sábado, 29 de maio de 2021

Heróis e Vilões no futebol

Escudo Chelsea - fonte Wikipédia



Por: Vagner Melo 


Futebol é uma coisa complicada de se explicar.

Várias histórias, muitas delas de superação. E é dentro desse esporte que movimenta milhões de pessoas e envolve paixões que cegam, que criamos o hábito de eleger heróis e vilões.

Mesmo sendo um esporte coletivo, temos vários exemplos de times campeões (Brasil - 1994), onde todos lembram de um único cara como sendo ele o grande responsável por uma conquista.

Como temos também, nas derrotas, os vilões. Basta lembrar também da seleção brasileira e suas duas últimas eliminações em copas, que certamente você vai lembrar de algum nome como sendo o “principal” responsável pelas derrotas. Mesmo em um 7 a 1.

No futebol, mesmo que você não torça para nenhum dos lados, acaba por se envolver com o jogo. Ainda mais quando falamos de uma final como Chelsea x Manchester City pela Champions League e com personagens tão fascinantes.

De um lado Pep Guardiola treinador do Manchester City. Melhor treinador da atualidade. e que treouxe uma nova "magia" ao futebol. E que levou a equipe azul de Manchester a sua primeira final de Champions.

Guardiola chegou ao City para, além dos títulos, dar uma identidade ao clube. E com cinco anos de trabalho colocou o clube, um dos mais ricos do mundo, entre as principais equipes europeias.

Para quem ama futebol, Guardiola é um daqueles personagens que inspiram e que certamente, apesar da derrotas, ainda levará o City a novas conquistas. Quem sabe a próxima Champions?

Pelo lado do Chelsea temos N’Golo Kante. Um dos símbolos dessa equipe. Jogador que, se não aparece como um grande finalizador ou o cara que vai resolver o jogo nos minutos finais, vai simplesmente estar em todos os lados do campo, ajudando a defender e também a criar jogadas.

Kante é o jogador que antigamente era chamado no futebol de o “carregador de piano”, o cara que se dedica e se entrega em campo para que a equipe jogue. E da melhor forma possível, discreto e incansável.

Quando se está de fora você não torce por um dos times. Você quer apenas um grande jogo e se ele for para os pênaltis melhor ainda. Entretanto você acaba por torcer para os seus personagens.

Quem irá dizer que Guardiola não merecia ser campeão?. Ou que Kante, por não ser o grande goleador também não merece?

Hoje Kante foi o vitorioso. O Chelsea venceu por 1 a 0. Gol de Havertz aos 42 minutos do primeiro tempo, conquistando a segunda Champions da história do Clube.

O jogo em si foi bem disputado, mas com ligeira vantagem do Chelsea que, se não criou tanto, ao menos foi efetivo na sua estratégia de jogo.

O City foi abaixo do que vinha demonstrando e demonstrou nas semifinais contra o PSG (lembra sobre criar identidade? Então, aqui está uma equipe que não tem uma).

Entretanto, ainda que o jogo de hoje tivesse grandes personagens, o jogo coletivo dessas duas equipes foi o que as levou para a final e tornou o Chelsea campeão.

Guardiola certamente não será o vilão, ainda que seu time não tenha jogado uma grande partida. Ele deve permanecer como treinador, pois certamente já está marcado na história do clube de Manchester e ainda terá grandes conquistas pela frente.

Kante não será o grande herói, apesar de ter feito uma excelente partida. Mais uma na sua carreira. Entretanto a coleção de grandes troféus vai aumentando. Campeão da Premier League, ainda no Leicester, mas já se destacando como grande jogador; Campeão do Mundo pela seleção da França; e agora Campeão da Champions League com o Chelsea.

Hoje como era final, apenas um dos lados pode sair feliz e, dessa história, os louros da vitória ficam com Kante.

 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Técnicos estrangeiros no Brasil

treinadores estrangeiros


por: Vagner Melo 


E a fila acabou!! 

Depois de 9 longos anos o São Paulo Futebol Clube voltou a ser campeão. 

Além do bom trabalho desempenhado nesses primeiros meses do ano com a nova gestão tricolor, o que chama atenção é o ganho técnico, tático e principalmente de empenho apresentado em campo. E esses elementos tem a ver com uma pessoa: o técnico Hernan Crespo. 

Obviamente que ele não trabalha sozinho e tem toda uma comissão técnica por trás, mas é ele que representa essa equipe. 

E ainda que o título do campeonato paulista não tenha o peso que um Brasileiro ou uma Libertadores, o técnico Crespo é mais um técnico estrangeiro que chega e é campeão. 

Jorge Jesus no Flamengo elevou o nível de futebol apresentado pela equipe rubro-negra em pouco mais de 5 meses de trabalho. Levando o time a dois títulos e colocando-o com um dos favoritos aos títulos que vem disputando desde 2019. 

Outro português, Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, teve um desempenho similar ao levar o time alviverde a dois títulos com também poucos meses de trabalho. 

E agora foi a vez do argentino Crespo, que com 4 meses de trabalho conquistou o título paulista, a estar sob os holofotes. 

Obviamente que os títulos conquistados por esses treinadores em poucos meses de trabalho, envolvem outros componentes, como times com jogadores de qualidade e forte poder econômico. 

Mas o que chama atenção é como esses treinadores chegam por aqui e conquistam títulos rapidamente. Desses estrangeiros, quem tem o time mais “limitado” é o São Paulo do Crespo, mas ainda assim ele subiu muito o futebol apresentado pelo time. 

Dos treinadores brasileiros ainda temos bons nomes como Cuca e Rogério Ceni, que também foi campão no Flamengo com pouco meses de trabalho, mas vem sofrendo críticas constantes no seu trabalho. 

Que o futebol brasileiro precisa passar por uma transformação é claro para qualquer pessoa que goste um pouco de futebol. 

Muito dos nossos problemas vem de cima, de dirigentes e federações que só pensam em si mesmos. Mas um ponto que poderíamos começar a observar seria, ao que parece, a falta de vontade de estudar dos nossos treinadores. 

O calendário é ruim, tecnicamente os times são fracos, os clubes possuem pouco dinheiro e a maioria deve milhões de reais, mas não me parece que os treinadores buscam se aprofundar nos conhecimentos necessários para a função. 

Sabemos que no mundo atual, o aprendizado constante é o diferencial para bons profissionais. E no futebol, isso não deveria ser diferente. 

Mas aqui ainda temos a cultura “Renato Gaúcho”, que não é preciso estudar, que ficar na praia jogando futvolei é melhor do que se aperfeiçoar e aprender a ser um profissional melhor e dar o exemplo aos mais jovens. 

Temos uma cultura de querer tudo rápido e não valorizar os estudos, por isso o Brasil está na situação atual. 

Mas vamos ficar apenas no futebol. 

Treinadores estrangeiros apresentam um maior repertório no quesito estudos em futebol. Talvez por isso não vemos muitos brasileiros lá fora, nos grandes centros como Alemanha, Inglaterra e Espanha. 

Os técnicos estrangeiros começam a dominar o Brasil e fica para nós esperar o surgimento de novos nomes e que demonstrem algum repertório que traga ao futebol nacional uma melhor esperança de futuro.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Segue o tabu em itaquera

 

Por: Vagner Melo


A magia do futebol se mostra em vários momentos.

Aquele gol antológico de bicicleta. O gol no último minuto.

A virada impossível.

E como acontece em muitos casos, a vitória do time mais fraco sobre o time mais forte contrariando todas as expectativas.

Entretanto, se os chamados Deuses do futebol existem, uma das suas brincadeiras é assistir a Corinthians x São Paulo, principalmente quando o jogo é na arena corintiana.

Incrível que mesmo o São Paulo em uma fase melhor, com vitórias seguidas, não consegue manter o bom futebol e sofre para no mínimo empatar com o Corinthians quando vai a Itaquera.

Ontem (02), mais um jogo sem vitória do time tricolor na casa do rival. Agora são 14 jogos, com 10 derrotas e 4 empates. E segue o tabu em Itaquera.

Parece existir algum tipo de magia que impede o São Paulo de apresentar o bom futebol que apresenta em outros campos.

Ainda que na partida de ontem o tricolor tenha tido um bom primeiro tempo, dominado as jogadas e ficando mais vezes no campo adversário, conseguindo inclusive abrir o placar em grande cabeçada do zagueiro Miranda, no segundo tempo o time parece que não voltou a campo.

O empate sofrido no final do primeiro tempo, com um belo gol de Luan, em uma jogada rápida após cobrança de lateral, deu ao Corinthians animo e forças para voltar para o segundo tempo com mais vontade.

No segundo tempo como um todo, o Corinthians voltou com mais vontade, não que isso tenha faltado para os jogadores do São Paulo, porém eram os corintianos que disputavam a bola com mais vontade.

O time tanto voltou melhor no segundo tempo que conseguiu a virada com Gustavo Mosquito, após boa jogada de Luan. Já nos acréscimos o gol de empate tricolor veio em um pênalti infantil, no último minuto do jogo, convertido por Luciano.

Aparentemente o técnico corintiano soube acertar o time para jogar contra o São Paulo, e a formação tática do time, 3-5-2, espelhando o esquema tricolor, ajudou a limitar os ataques do São Paulo que utilizam muito os lados do campo.

Para o Corinthians o empate ajuda a diminuir as críticas que a equipe vinha sofrendo nos últimos dias e dão folego para o técnico Mancini trabalhar para a próxima partida na Copa sul-americana.

Pelo lado tricolor o técnico Crespo teve uma pequena visualização do que o clássico contra o Corinthians para uma parte da torcida.

As duas equipes voltam essa semana a campo. o São Paulo na Argentina, pela Libertadores contra o Racing. 

O Corinthians vai ao Peru enfrentar o Huancayo, pela Copa Sul-americana, precisando mais do que nunca da vitória..

domingo, 11 de abril de 2021

Palmeiras e Flamengo, força econômica e respiro do nosso futebol

escudo Palmeiras


Por: Vagner Melo

E para aqueles comentaristas da TV, super entendedores de futebol, que achavam que o jogo entre Flamengo e Palmeiras seria um massacre do Flamengo em cima do time verde, todos se enganaram redondamente.

Ainda que o título tenha ficado com o time do rio, vitória nos pênaltis por 6 a 5, durante o jogo houve um grande equilíbrio entre as duas equipes.

Palmeiras abriu o placar com Raphael Veiga no começo do jogo, mas ainda no primeiro tempo sofreu a virada. Gols do Flamengo de Arrascaeta e Gabriel Barbosa.

Porém, ambos os times tiveram grandes oportunidades de aumentar o placar. Boas chances de lado a lado. Grandes defesas dos goleiros. Tudo o que um jogo bom precisa.

E como jogo único e valendo final, foi exatamente o que se esperava das duas equipes. Ambos procurando ataque, finalizando a gol com qualidade e como não poderia faltar, grandes gols perdidos.

No segundo tempo, o Palmeiras dominou a posse de bola e novamente Raphael Veiga marcou, empatando o jogo em pênalti cometido por Rodrigo Caio em cima de Rony.

Mas ainda que o Flamengo tenha jogado menos no segundo tempo, o jogo manteve sua qualidade técnica e o time rubro-negro teve boas oportunidades para marcar.

Hoje, o que foi apresentado em campo pelas duas equipes demonstram que a qualidade técnica de Palmeiras e Flamengo se sobressaem em relação aos demais clubes.

Certamente serão os dois times que ainda por um bom tempo dominaram o nosso futebol.

A força econômica dos dois clubes contribui para a contratação de bons jogadores e ainda dar um bom respiro para trabalhar a base, que tende a ser o futuro dos clubes nacionais.

Entretanto a formula de cada para arrecadação é diferente. Flamengo passou por muitos anos na fila de títulos para conseguir equilibrar suas contas e ter um enorme faturamento.

Já o Palmeiras conta com um grande patrocínio, como já teve em outros oportunidades, e espera-se que os dirigentes aprendam a administrar melhor o clube, quando se num futuro o patrocínio da Tia Leila não esteja mais no clube.  

Como o nosso futebol, reflete os problemas do país, os cuidados econômicos deveriam entrar urgentemente na pauta dos clubes brasileiros, pois quase todos sofrem com esse problema.

E acertando a parte econômica, com o tempo, os resultados se mostraram em campo. E hoje tivemos um bom exemplo. Grande jogo, entre dois bons times, onde o empate foi justo, se é que existe justiça no futebol.

A força econômica de Flamengo e Palmeiras faz o nosso futebol respirar um pouco.

Mas para aqueles entendedores da mídia esportiva que disseram que seria um massacre do Flamengo em cima do Palmeiras, é preciso pensar mais e refletir sobre o futebol. 

Jogos de final podem ser surpreendentes e é por isso que o o futebol possui tantos fãs. Não existe, na minha opinião, como cravar um resultado em um jogo, ainda mias sendo jogo único. e a mídia esportiva já deveria ter aprendido isso, há anos atrás.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

O amadorismo do nosso futebol profissional

 

O amadorismo do nosso futebol profissional

Que o futebol brasileiro é uma bagunça não é de hoje. Não só dentro de campo o nível é abaixo das expectativas, como os dirigentes são basicamente amadores. Principalmente nos grandes clubes.

Por aqui além de não aceitar uma derrota, adora-se uma teoria da conspiração. Por isso o nosso futebol profissional ainda é amador.

Quando o São Paulo liderava o campeonato brasileiro alguns dirigentes do Flamengo insinuaram que o campeonato estava decidido.

Que a CBF, órgão que organiza o campeonato, estava direcionando o título ao tricolor paulista e que os erros de arbitragem eram uma vergonha. Que tudo era a favor do São Paulo.

Agora, na penúltima rodada do campeonato, com o Flamengo liderando com dois pontos de vantagem, a diretoria carioca se defende das acusações dos dirigentes do Internacional.

Após uma vitória conquistada após uma expulsão discutível, as declarações são a favor da arbitragem, respondendo aos dirigentes do time colorado que “lugar de chorar é na cama”, e que vai a justiça caso o torcedor do Inter, o mesmo que ajudou na multa do jogador Rodnei, oferecer dinheiro aos jogadores do São Paulo.

Que a arbitragem brasileira não é das melhores já sabemos há anos. Aliás parece que o uso da tecnologia só piorou a situação.  

E abre-se aquelas discussões para saber o que os responsáveis pelo apito estão conversando através do ponto eletrônico. Engraçado que só por aqui vemos isso.

Em outros países também existem os erros de arbitragem, campeonatos como a Premier League da Inglaterra, Bundesliga na Alemanha e a La liga da Espanha também estão passiveis de erros dos juízes, mas em escala bem menor que a nossa.

Dirigentes amadores em esporte profissional

Se olharmos as declarações dos dirigentes do futebol brasileiro podemos entender melhor o porque de estarmos nesse baixo nível.

Veja o exemplo do Vasco da Gama. Quatro rebaixamentos nos últimos doze anos. Culpa apenas dos jogadores?

E o Botafogo então. Time que cedeu vários jogadores para a formação da seleção brasileira hoje está falido em sem perspectiva nenhuma.

Clubes nacionais são mal administrados há anos. Um dos motivos de estarmos atrás do futebol Europeu.

E somando-se a pressa em vencer, influência ainda mais nos péssimos trabalhos. Não há planejamento e muito menos a humildade de reconhecer que os outros são melhores.

Temos uma cultura de sempre achar um culpado. É o arbitro, o VAR, os jogadores, um técnico que normalmente é o culpado e é sempre o primeiro a ser demitido. Em alguns casos até mesmo a imprensa é a culpada.

Quando um jornalista faz uma crítica a determinado clube é porque ele é “anti”, quer implementar crise ou tem interesse. Da mesma forma que acontece com a política. Problemas no governo? Culpa da imprensa.

Infelizmente no nosso principal esporte não olhamos os nossos erros. Sempre os culpados são os outros. São poucos os que reconhecem que os adversários são melhores.

Obviamente que não podemos esquecer que existem coisas boas.

Ainda exportamos bons jogadores. Alguns clubes como o São Paulo, Santos, Palmeiras e Fluminense possuem boas categorias de base, e revelam bons jogadores.

Dentre nós, torcedores, é comum a paixão por um clube levar a opiniões na base do achismo. Mas para quem dirige deveria ter um aspecto profissional.

Apenas gostar do esporte não capacita ninguém a gerir bem um clube. Veja os exemplos de ex-jogadores que já tentaram ser dirigentes e não conseguiram.

Enfim, o nosso esporte favorito ainda precisa de melhorias em todos os níveis para voltar a ser vencedor.

Claro que ainda ganharemos alguns títulos como Libertadores. O poder econômico se comparado com as equipes do restante da América do Sul é muito superior.

Mas enquanto o amadorismo do futebol profissional brasileiro continuar, veremos cada vez mais eliminações para clubes considerados inferiores.

 

São Paulo e nova derrota melancólica

  Em final de semana com final de Champions League e amistoso da seleção, o futebol nacional finaliza com um jogo horroroso: Remo 1 x 0 São ...