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| O amadorismo do nosso futebol profissional |
Que o futebol
brasileiro é uma bagunça não é de hoje. Não só dentro de campo o nível é abaixo
das expectativas, como os dirigentes são basicamente amadores. Principalmente nos
grandes clubes.
Por aqui além
de não aceitar uma derrota, adora-se uma teoria da conspiração. Por isso o
nosso futebol profissional ainda é amador.
Quando o São
Paulo liderava o campeonato brasileiro alguns dirigentes do Flamengo insinuaram
que o campeonato estava decidido.
Que a CBF,
órgão que organiza o campeonato, estava direcionando o título ao tricolor
paulista e que os erros de arbitragem eram uma vergonha. Que tudo era a favor
do São Paulo.
Agora, na
penúltima rodada do campeonato, com o Flamengo liderando com dois pontos de
vantagem, a diretoria carioca se defende das acusações dos dirigentes do
Internacional.
Após uma
vitória conquistada após uma expulsão discutível, as declarações são a favor da
arbitragem, respondendo aos dirigentes do time colorado que “lugar de chorar é
na cama”, e que vai a justiça caso o torcedor do Inter, o mesmo que ajudou na
multa do jogador Rodnei, oferecer dinheiro aos jogadores do São Paulo.
Que a
arbitragem brasileira não é das melhores já sabemos há anos. Aliás parece que o
uso da tecnologia só piorou a situação.
E abre-se
aquelas discussões para saber o que os responsáveis pelo apito estão
conversando através do ponto eletrônico. Engraçado que só por aqui vemos isso.
Em outros
países também existem os erros de arbitragem, campeonatos como a Premier
League da Inglaterra, Bundesliga na Alemanha e a La liga da
Espanha também estão passiveis de erros dos juízes, mas em escala bem menor que
a nossa.
Dirigentes amadores em esporte profissional
Se olharmos as
declarações dos dirigentes do futebol brasileiro podemos entender melhor o porque
de estarmos nesse baixo nível.
Veja o exemplo
do Vasco da Gama. Quatro rebaixamentos nos últimos doze anos. Culpa apenas dos
jogadores?
E o Botafogo
então. Time que cedeu vários jogadores para a formação da seleção brasileira
hoje está falido em sem perspectiva nenhuma.
Clubes
nacionais são mal administrados há anos. Um dos motivos de estarmos atrás do
futebol Europeu.
E somando-se a
pressa em vencer, influência ainda mais nos péssimos trabalhos. Não há
planejamento e muito menos a humildade de reconhecer que os outros são
melhores.
Temos uma
cultura de sempre achar um culpado. É o arbitro, o VAR, os jogadores, um
técnico que normalmente é o culpado e é sempre o primeiro a ser demitido. Em
alguns casos até mesmo a imprensa é a culpada.
Quando um jornalista
faz uma crítica a determinado clube é porque ele é “anti”, quer implementar
crise ou tem interesse. Da mesma forma que acontece com a política. Problemas
no governo? Culpa da imprensa.
Infelizmente no
nosso principal esporte não olhamos os nossos erros. Sempre os culpados são os
outros. São poucos os que reconhecem que os adversários são melhores.
Obviamente que
não podemos esquecer que existem coisas boas.
Ainda
exportamos bons jogadores. Alguns clubes como o São Paulo, Santos, Palmeiras e Fluminense
possuem boas categorias de base, e revelam bons jogadores.
Dentre nós, torcedores,
é comum a paixão por um clube levar a opiniões na base do achismo. Mas para
quem dirige deveria ter um aspecto profissional.
Apenas gostar
do esporte não capacita ninguém a gerir bem um clube. Veja os exemplos de
ex-jogadores que já tentaram ser dirigentes e não conseguiram.
Enfim, o nosso
esporte favorito ainda precisa de melhorias em todos os níveis para voltar a
ser vencedor.
Claro que ainda
ganharemos alguns títulos como Libertadores. O poder econômico se comparado com
as equipes do restante da América do Sul é muito superior.
Mas enquanto o
amadorismo do futebol profissional brasileiro continuar, veremos cada vez mais
eliminações para clubes considerados inferiores.

