Por: Vagner Melo
Segue a sina do São Paulo em um começo de ano difícil.
Como nos últimos anos, o tricolor paulista inicia a temporada abaixo
do esperado.
Consequentemente, como também foi nos últimos anos, cai a culpa
no treinador, dessa vez Tiago Carpini.
Hoje, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2024,
contra o Fortaleza, no MorumBis, o São Paulo já amargou usa primeira derrota, 2
a 1. Gols de J. Lucero e i. Machuca para o time cearense e A. Silva para time
paulista.
No primeiro o São Paulo até se apresentou bem. Não sofreu
contra o Fortaleza. Teve equilíbrio, pressionando e finalizado ao gol a adversário
e sem sofrer na zaga.
Porém, o ataque deixou a desejar, impedidos também pela boa
atuação do goleiro João Ricardo.
Luciano, Michel Araújo, Igor Vinicius e Calleri se
apresentaram bem. Conseguiram boa movimentações e finalizações.
Entretanto, no segundo tempo, o time não voltou para o jogo.
E isso fez a diferença, além das mexidas do técnico Vojvoda.
As mudanças do treinador argentino mudaram o tom da partida,
fazendo com o que o Fortaleza se portasse melhor durante todo o segundo tempo.
Por isso, a vitória com o de Lucero e logo depois um contra-ataque
que basicamente decretou a vitória para o time cearense.
No segundo tempo o Fortaleza dominou o jogo e, ainda que tenha
sofrido o gol, pouco sofreu.
Jogadores do tricolor paulista que tiveram boa atuação na
primeira etapa, não tiveram o mesmo desempenho no segundo tempo.
Mesmo com as substituições de Carpini, o time não reagiu. Jogadores
que entraram não surtiram efeito e apenas André Silva pareceu ter um algo a
mais, ao menos vontade de brigar não faltou.
No mais, segue a sina tricolor de não ter dirigentes para
dar apoio ou algum parecer sobre o baixo desempenho do time.
Como nos últimos anos, o começo de ano tricolor á abaixo e
mesmo estando apenas com 17 jogos no comando, boa parte da torcida já pede a
troca de treinador.
Se acontecer, será a décima-sexta trocamos nos últimos 8
anos, sendo que Rogério Ceni e Dorival trinaram o time duas vezes.
No Brasil, ficamos assim, não se dá continuidade nenhum
trabalho quando surgem as crises e quem paga o preço, sempre, é o trinador e o
clube não cresce.
Pesa também inúmeros fatores, como o bom desempenho do time
de Dorival Junior o ano passado, o excesso de lesões, que continua e a pouca experiência
do treinador.
